sábado, 12 de novembro de 2011

"Não consigo dormir, então, vim escrever, descrever tudo que se passa aqui. Ontem estava me perguntando o que é essa sensação que sinto quando contigo estou? Uma sensação tão boa, acolhedora, mas, que ao mesmo tempo me dá medo. Não é medo de estar contigo, é medo de sentir demais, de sofrer depois. Estou cada vez mais apegada a você, sei reconhecer teu cheiro mesmo que milhas separem a gente, quando o vejo de longe, automaticamente meus olhos brilham, e quando você chega, meu coração implora por um abraço teu. Conto os segundos para lhe ver, desço escadas, e escadas em direção a você, fico lhe olhando, você me esperando chegar, ás vezes pensativo, outras ansioso. Eu queria saber o que se passa em seu coração, na sua mente, o que há entre nós, mas, iria soar formal demais, estas perguntas poderiam estragar tudo que temos, desejo que dure mais, pois isto está me fazendo tão bem, se for uma aventura, uma loucura, algo formal, uma brincadeira, que seja, que seja qualquer coisa, que seja tudo, que seja nada, mas, que seja você. - DS."
"Não passa de meia noite. Você está aí, e eu aqui a te esperar, burrice? Talvez, meu coração sempre foi idiota e ele ainda tem esperança que sua partida tenha sido só um sonho. Mas, não foi, não é? Foi real, você indo embora, pra sempre. O teu amargo "adeus" ainda insiste em ecoar na minha cabeça, como uma melodia ruim que eu não queira ouvir, uma melodia que eu não consigo pausar. Tudo que vivemos permanece aqui, tua blusa de frio ainda está jogada sob minha cama, e o seu cheiro perfuma o ar, um perfume agora amargo, que me leva de volta a um tempo que nós nos pertencíamos, a um tempo que você estava aqui ao meu lado. Um tempo que não volta mais, nunca mais. - DS."
"Já é tarde, e você não está aqui, me pergunto por onde andas que ainda não chegastes. Embora no meu coração você esteja, não está mais em lugar nenhum, seu coração parece estar fora de área. Por que sumistes assim? As horas passam, sua demora me agonia, sua falta me sufoca, talvez você não queira mais vir, talvez você não queira mais ficar, talvez teu coração não queira mais me amar. A praça parece vazia sem você, meu coração implora pra que você chegue rápido, mas, você não chega, você se foi como o inverno depois da primavera, pra sempre. - DS."
"Estou indo. Não sei pra onde, só sei que estou indo. Andei perambulando por um bom tempo, vagando na tua ausência, mas, agora decidi que deveria escolher algum caminho e seguí-lo, talvez bem lá na frente eu encontrasse uma ou duas curvas, algum empecilho, mas eu o venceria, o venceria não por você mais por mim. Não sei qual direção estou agora trilhando, só espero não lhe encontrar em mais nenhuma. - DS."
"Fica. Permaneça aqui, permaneça em mim. Não se vá, compartilhe teus medos comigo, mas, fique, fica que eu te acolho, te protejo, te abraço. Não ligo se for por um ou dois dias, o importante é você ficar, comigo, aqui e agora, por isso fica vai. Não deixe-me, não agora, nem depois, nem amanhã, nem nunca, não precisa dizer nada, apenas fique ao me lado, e permaneça em meu coração. - DS."
" - Pois não?
 - Traga-me um café.
 - Ok.
 - Não!
 - Não?
 - Traga-me um amor.
 - Doce?
 - Não, eterno.
 - Desse amor não temos aqui. - DS."
"Assim como um café, meu amor por você esfriou, e eu não quero aquecê-lo de novo. Meu coração se fechou, coisas mudaram, você desapareceu, tudo estava tão diferente por aqui, mas agora tudo anda nor(mal). Eu me reergui da queda, meu coração reaprendeu a pulsar, desta vez sem você, eu pensei que fosse impossível continuar, me enganei, olhe pra mim, o que você vê? Sim, eu estou continuando sem olhar pra trás, sem me lembrar de nada, não sinto mas tua falta, ando sorr(indo) tão bem que de certa forma cair foi necessário. - DS"